por Diadochus Speculativus
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Proclus Diadochus (412-485 d.C.) pode ser considerado o verdadeiro fundador da Filosofia especulativa; no dizer de Hegel, da Filosofia especulativa em geral (überhaupt spekulative Philosophie). Da mesma forma, Hegel afirma que a Filosofia de Proclus constitui o verdadeiro ponto de passagem dos tempos antigos aos novos, da filosofia antiga ao cristianismo; a qual, de novo, nos tempos modernos se fez valer. Isso se justifica pelo modo como, pouco a pouco, Hegel toma consciência do que realmente está em jogo no que tange ao desenvolvimento manente do Especulativo puro.
Para Hegel, em suas Lições sobre Proclus, das Vorlesungen über die Geschichte der Philosophie (VGPh, III, p. 75 ss.), talvez o único senão do mesmo seja o fato de, embora ele partir da Unidade e avançar rumo ao Nous de modo mediato – e isso segundo uma configuração muito concreta – o autodesenvolvimento desta Unidade não mais se produzir segundo o Conceito, como em Plotino [ainda que neste, por seu turno, isso se dê tão só mediante o Êxtase]. Todavia, segundo Hegel, o mérito de Proclus sobre Plotino se mostra em que Proclus não faz do Ser ou do momento puramente abstrato o princípio e sim a Unidade, ou que ele determina o primeiro não como Ser, mas como Unidade, e o Ser, o Subsistir, é antes concebido como o terceiro. Do mesmo modo, para Hegel, enquanto os conceitos de Unidade, Multiplicidade, Ser, etc., se apresentam em Platão ainda de modo ingênuo, sem outra determinação que a que eles têm imediatamente; para Proclus eles têm um significado superior, eles são a expressão da essência absoluta.
Enfim, distinguindo entre Plotino e Proclus, segundo Hegel, podemos dizer que se Plotino tenta exprimir o Conceito dentro de si, Proclus leva a cabo o Conceito em sua efetividade, por seu turno, fora de si – mas, em ambos os casos, não ainda como livre em si e para si; um, o Conceito indeterminado apenas, outro, o Conceito como unidade imediata do interior e do exterior ou da essência e da existência, isto é, determinado no limite mesmo de sua reciprocidade ou de sua conversão a si.
Escrito por J. 
Escrito por J.